sábado, 12 de fevereiro de 2011

Corrupção Policial......................

A parte podre da polícia brasileira desceu ao fundo do poço..................como se não bastasse a total falta de fiscalização das tarefas policiais pela sociedade, gerando dessa maneira policiais assassinos, torturadores e ladrões, os maus representantes da lei agora inventaram um termo específico para os roubos que cometem contra a sociedade: “espólio de guerra”.

Do que se trata isso, perguntarão alguns? Trata-se de roubar bandidos, ao invés de levar o fruto das eventuais apreensões à Justiça para apreciação e destino, nos termos da Lei. Ao invés disso, os agentes capturam ou matam os bandidos e tomam para si todos os bens dos meliantes, bens esses que pertencem à sociedade como um todo e que deveriam reverter para a própria sociedade, após apreciação judicial, como já dissemos.

Isso é roubo................mesmo que o produto (armas, munições, drogas, imóveis, carros e dinheiro, em especial) seja roubado de bandidos! E, sendo roubo, os policiais que praticam tal ato são ladrões, nada mais, nada menos!

Mas glorificados pela mídia adestrada, a parte podre da polícia se acha no direito de fazer o que bem entende. Chegam a ser comparados a “heróis” quando assassinam pessoas (logo apontadas como traficantes, assaltantes ou outra designação criminosa qualquer...........) que, supostamente, teriam oferecido resistência (aí entra em cena o famoso “auto de resistência”, peça de ficção criada pelo governo para permitir que a polícia seja um “esquadrão da morte” legalizado......), banalizando dessa maneira todo ato de heroísmo que porventura venha a ser realizado de forma digna.

Existem culpas para essa situação que se vê reproduzida Brasil afora, com incidências mais graves em determinadas regiões? Sim, é claro. E são muitas!
Falta de um sistema de fiscalização eficaz da vida dos policiais, que deveriam ser acompanhados passo a passo por representantes da sociedade civil. Aliás, dois exemplos deixam clara a necessidade dessa maior fiscalização:
a) um dos inspetores presos na recente operação da justiça federal (vide notícia abaixo) fumava um charuto cubano (ao que tudo indica, pelas fotos divulgadas, um dos modelos mais caros......) após toda operação policial em que se metia. Acusado de venda de informações para bandidos, aquele seu comportamento esdrúxulo de fumar charutos cubanos caros não foi detectado pela Corregedoria como indícios de “enriquecimento ilícito”, mesmo sendo certo e sabido que uma pessoa que ganha 3 mil reais por mês não tem condições de fumar charutos ao Deus dará que custam 120 reais a peça..............e isso nas mãos de um fornecedor barato, do tipo Rua Uruguaiana;
b) outro ponto também é não detectar como indício de “enriquecimento ilícito” o fato de um delegado de polícia, com uns 15 anos de profissão, salário de 10 mil reais/mês, possa morar em casa própria num condomínio de luxo da zona oeste, em imóvel avaliado para mais de hum milhão de reais. Ridículo!

Ao lado dessa questão, apresenta-se outra: a inércia da Promotoria Pública e da Justiça em retirar armas ilegais, drogas, bens obtidos de forma ilícita e dinheiro oriundo de atividade criminosa de circulação. Para isso bastaria a existência de uma espécie de plantão judiciário criminal, com o poder de decidir de maneira imediata, imediata mesmo, ali na frente do magistrado, pela destruição das armas (que poderiam ser cortadas ao meio......basta ter uma boa moto-serra......) e das drogas (que seriam incineradas ou destruídas com água sanitária.....) apreendidas, recolhimento de bens ilícitos ao depósito público (para posterior leilão judicial.......) e do dinheiro apreendido oriundo da atividade criminosa em depósitos judiciais, esses dois últimos com chances de serem revertidos em obras para benefício da sociedade.

E não me venham argumentar com coisas do tipo “é preciso manter a arma em boas condições para exames balísticos” e “é preciso manter as drogas intactas para o julgamento”, ainda mais com os avanços da ciência de hoje. A coleta de DNA suplanta ultrapassados exames balísticos, no caso das armas e a filmagem aliada aos conjuntos científicos de detecção de drogas são suficientes para mensurar a quantidade e qualidade das apreensões. Com esse entendimento, a destruição de armas e drogas é um dos principais caminhos para barrar os criminosos e dificultar a corrupção policial.

Soluções existem, para que tal situação vergonhosa envolvendo corrupção policial não volte a acontecer. Mas as autoridades estaduais, em especial, e federais no mais amplo espectro estão pouco se lixando para o fato. Sequer ficam ruborizadas perante a situação, que representa o fundo do poço de uma administração. Pedir demissão, pela vergonha? Nem pensar!

Em todo o caso, é tudo uma grande sem-vergonhice!

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PF tenta cumprir oito mandados de prisão restantes da operação Guilhotina

Rio - Agentes da Polícia Federal do Rio de Janeiro tentam cumprir, na noite deste sábado, os oito mandados de prisão restantes da operação Guilhotina. O objetivo é desarticular grupos de policiais civis e militares suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e armas, milícias e exploração de jogos ilegais, como jogo do bicho e caça-níqueis.

No total, foram expedidos 45 mandados de prisão, 37 já foram cumpridos. Vinte PMs e nove policiais civis estão entre os presos. Entre eles, está o ex-subchefe da Polícia Civil, delegado Carlos Antônio de Oliveira.
A Operação Guilhotina foi deflagrada pela PF na manhã desta sexta-feira, com o apoio de 200 agentes da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) e do Ministério Público Estadual (MPRJ). O objetivo é cumprir 45 mandados de prisão preventiva - sendo 11 contra policiais civis e 21 contra policiais militares -, e 48 mandados de busca e apreensão. Até o momento, 28 pessoas foram presas, sendo 16 PMs e seis civis.

Cerca de 380 homens da PF participam da ação, que ainda investiga a ligação dos policiais com venda de armas e informações e o chamado "espólio de guerra", que é a subtração de produtos de crime encontrados em operações policiais, como ocorrido na recente ocupação do Complexo do Alemão. Os agentes contam com o apoio de lanchas e helicópteros na operação.

As investigações iniciaram a partir de vazamento de informações numa operação conduzida pela PF em 2009, que tinha como principal objetivo prender o traficante Rupinol, que atuava na Favela da Rocinha junto Nem, apontado como o chefe do tráfico na comunidade. De acordo com a Polícia, um grupo de policiais é suspeito de receber até R$ 100 mil por mês para proteger Nem e o avisar sobre operações no local.

A partir daí, duas investigações paralelas foram iniciadas, uma da Corregedoria Geral Unificada da SSP e outra da Superintendência da PF. A troca de informações entre os serviços de inteligência das instituições deu origem ao trabalho conjunto desta manhã.

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